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terça-feira, 3 de junho de 2014

Trecho do Posfácio- A Teia de Trevas

Edição do Circulo do Livro

 Uma das perguntas que sempre fazem aos escritores é a seguinte:
"De onde tira suas ideias?"
Ao responder, tenho a tendência a ser rude e ríspida, pois isso me dá a impressão e que as "ideias" são alguma espécie de infestação, estranha a quem pergunta, insinuando que ser capaz de obter "ideias" é uma coisa excepcional. Não posso sequer imaginar uma vida sem elas; a cada hora, ou menos, tenho mais "ideias"do que jamais seria capaz de aproveitar numa vida inteira.
Mais racionalmente, sei que a pessoa que pergunta apenas está procurando, sem ser bastante articulada para expressá-lo, alguma percepção sobre um processo criativo que lhe é desconhecido; e quando me perguntam de onde tirei a ideia para um livro como A Teia de Trevas, posso sinceramente responder que não tenho a menor ideia. De onde vêm os sonhos?
...

Marion Zimmer Bradley


Nossa pequena homenagem a aquela que nasceu no dia de hoje em Albany no ano de 1930. 


A Autora
 A Autora

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Frases de Marion Zimmer Bradley 3





Frases dos livros de As Brumas de Avalon, mandadas pelo nosso leitor Jefferson.

Pois como os druidas sabem, é aquilo em que a humanidade acredita que modela o mundo e toda a realidade.

E onde o leão cai, juntam-se os corvos.
Quem procura evitar seu destino ou retardar o sofrimento apenas se condena a sofrer duplamente, em outra vida.

O amor é a única prece que eu conheço.

Morgana das Fadas
O corpo deve ser o servo da mente, e não o seu senhor.

Havia outra coisa sobre o travesseiro, que escorregou e modificou-se, um botão de rosa ainda não aberto, depois uma rosa cheia. E quando Morgana o pegou, era o fruto da roseira brava, pulsando de vida acre. Enquanto o contemplava, ele encolheu-se, murchou e ficou seco, na palma de sua mão. E ela compreendeu, de súbito.

Não posso remediar erros, se é que foram erros, cometidos por homens mortos antes que eu nascesse. Já tenho muito o que fazer para reparar os meus próprios erros, e não viverei o suficiente para vê-los todos reparados. Mas farei o que estiver ao meu alcance, enquanto eu viver.

A magia é um caminho desconhecido, assim como a escuridão da noite. E ao mesmo tempo assustadora, tornando-se um desafio para renunciarmos aos nossos medos e mergulharmos neste mundo secreto, que quanto mais se caminha, mais se descobre o que há por trás da penumbra. A bruxaria é um mundo oculto pelas sombras da noite, em que só a bruxa, por si própria, poderá descobrir o caminho certo, confiando na sua eterna aliada, a lua, que é a luz da Deusa. Uma bruxa acomodada jamais será sabia, porque o conhecimento oculto não é recebido e sim procurado. O segredo é confiarmos na luz interior que nos guiará adiante no caminho da procura, que começará neste momento, nesta noite de iniciação. A hora é agora que o ritual se inicie.

Esta noite, eu daria todas as grandes armas que já foram forjadas, e todas as canções sobre Aquiles e Alexandre, em troca de uma maçã de Avalon!

E a sabedoria é a sabedoria, qualquer que seja a forma pela qual se manifesta.

Ter consciência da ignorância é o início da sabedoria. Mas quando você começar a aprender, não precisará esquecer de todas as coisas que pensa conhecer.

Caminhará para o seu destino, ou os deuses terão de arrastá-la contra sua vontade?

Mas até o mais longo dos dias caminha para o pôr-do-sol.

Mesmo compreendendo e perdoando isso, como poderia um deus misericordioso ser mais fanático e vingativo do que o menor de seus mortais? Talvez este fosse um dos mistérios cristãos.

O lugar para onde o caminho nos levará depende da nossa própria vontade e de nossos pensamentos.
Os cristãos procuraram acabar com toda a sabedoria que não fosse a sua, e na luta para conseguir isso, estão banindo do mundo todas as formas de mistério, exceto as que se harmonizam com a sua fé religiosa.

A flor e até mesmo o fruto são apenas o começo. Na semente está a vida e o futuro. E o que eu sou deve ser escondido, como a rosa está escondida dentro da semente.

Esse é o grande segredo, conhecido de todos os homens cultos de nossa época: pelo pensamento criamos o mundo que nos cerca novo a cada dia.

Se ignora que, para ele, o sol aparece e desaparece quando você chega e sai, então é a única nesta corte que desconhece isto. Você bem merece que ele a considere a estrela guia de seus dias e noites.

Nunca me ocorreu que a pudicícia tenha muito a ver com pernas nuas para subir morros. Os homens devem saber, sem dúvida, que as mulheres têm pernas parecidas com as suas. Não deve ser ofensa muito grande ao pudor ver aquilo que são capazes de imaginar.

Avalon estará sempre ali para todos os que puderem buscar o caminho, por todos os séculos e além dos séculos. Se não puderem encontrar o caminho de Avalon, isso talvez seja um sinal de que não está pronto pra isso.

Sabia que ele estava descontente porque não lhe dera o filho tão desejado - os romanos estabeleciam a linhagem pelo ramo masculino, e não pelo feminino, o que seria mais sensato. Era tolice, pois como poderia um homem ter absoluta certeza de quem era o pai de qualquer criança? É claro que eles preocupavam-se muito com quem se deitavam as mulheres, e fechavam-nas e espionavam-nas. Não que Igraine precisasse ser vigiada: um homem já era ruim, porque haveria de querer outros, que poderiam ser piores?

Cuidado com aquilo que deseja, pois certamente lhe será concedido.
E a cada homem a sua verdade, e Deus com ela.

Sentia a sua ausência como se fosse uma dor constante.

Até ontem à noite, eu não sabia o que o destino, ao me mandar um noiva, mandava-me também uma bela mulher.

Passei muito tempo tentando separar as coisas do homem daquelas que pertencem ao Divino, e quem não consegui, constatei que não havia muita diferença.

Seria melhor que fosse um pagão sincero do que cristão, pelas vantagens que isto lhe dá.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Frases de Marion Zimmer Bradley 2


O nosso leitor Jefferson nos mandou estas novas frases para vocês conferirem!

As palavras ditas na raiva têm uma força maligna de voltar, quando menos as queremos.

Parece existir uma profunda transformação na visão que os homens hoje possuem do mundo, como se uma única verdade pudesse negar outra, como se, uma vez, não sendo a verdade de uns, a outra se tornasse uma mentira.

Não há sofrimento igual à lembrança do amor e a consciência de que ele se foi para sempre.

Considero um pecado acreditar que Deus possa ser cruel ou vingativo.

Talvez não exista Deus, nem qualquer dos deuses em que as pessoas acreditam. Talvez seja tudo uma grande mentira dos padres, para que possam dizer à humanidade o que fazer, o que não fazer, no que acreditar, dar ordens até mesmo ao rei.

Lembrou-se do que Lancelote lhe dissera, em seu desespero, de que não havia deuses nem deusas, que eles eram apenas formas que a humanidade dava, aterrorizada, àquilo que não podia compreender racionalmente.

As religiões podem aparecer e desaparecer, como os romanos, sem dúvida, sabiam e como os cristãos descobrirão.

sobre as Brumas de Avalon
E tenho medo de que tanto Avalon quanto os cristãos estejam errados e que não haja deuses nem céu e nenhuma vida depois da morte, de modo que, eu pereça para sempre. Por isso, tenho medo de morrer antes de ter saboreado o que me cabe na vida.

trecho As Brumas de Avalon

Avalon estará sempre ali para todos os que puderem buscar o caminho, por todos os séculos e além dos séculos. Se não puderem encontrar o caminho de Avalon, isso talvez seja um sinal de que não está pronto pra isso...

Os cristãos procuraram acabar com toda a sabedoria que não fosse a sua. Consideraram heresia pensar que os homens têm mais de uma vida, o que qualquer camponês sabe ser verdade.

Que deus justo criaria homens desgraçados, ao lado de outros felizes e prósperos, se todos tivessem apenas uma vida?

Ter consciência da própria ignorância é o início da sabedoria.

trecho As Brumas de Avalon
A flor e até mesmo o fruto são apenas o começo. Na semente está a vida e o futuro. E o que eu sou deve ser escondido, como a rosa está escondida dentro da semente...

Um homem já era ruim, porque haveria de querer outros, que poderiam ser piores?

Kassandra - O Incêndio de Troia
Sempre o meu destino; falar a verdade e apenas ser considerada louca. Mesmo agora, o Senhor do Sol ainda não me perdoou...

O lugar para onde o caminho nos levará depende da nossa própria vontade e de nossos pensamentos...

Pois como os druidas sabem, é aquilo em que a humanidade acredita que modela o mundo e toda a realidade!

Os cristãos procuraram acabar com toda a sabedoria que não fosse a sua, e na luta para conseguir isso, estão banindo do mundo todas as formas de mistério, exceto as que se harmonizam com a sua fé religiosa.

Um bebê mamando é tanto prazer quanto um parto é dor.

Parece existir uma profunda transformação na visão que os homens hoje possuem do mundo, como se uma única verdade pudesse negar outra, como se, uma vez, não sendo a verdade de uns, a outra se tornasse uma mentira...

Antes do nascimento de Páris, Hécuba, rainha de Troia, sonhou que dera à luz a um incendiário, que destruiria pelo fogo as muralhas de Troia.

trecho O Incêndio de Troia
- Mas quem já ouviu falar de mulheres cavalgando sozinhas assim? - argumentou o homem. - Os deuses protegem apenas as mulheres que são esposas decentes, o que não acontece com vocês. Não pertencem a ninguém. - Que deus lhe disse isso? - indagou Pentesileia. - Não precisamos de nenhum deus para nos dizer o que é evidente. As mulheres foram feitas para o trabalho de mulheres e para atender às necessidades dos homens. (...)

Kassandra - O Incêndio de Troia
(...) Mas se a guerra era uma coisa tão abominável para as mulheres, por que então seria boa para os homens? E se era meritória e honrosa para os homens, por que seria errado as mulheres partilharem a honra e a glória?
 
Pentesileia - O Incêndio de Troia
Por que as mulheres deveriam viver com os homens, quando podem cuidar sozinhas de seus rebanhos, se alimentar de suas hortas e viver livres?

Os deuses dos "akaios" exigiam realmente coisas tão hediondas ou apenas tinham sacerdotes que assim diziam só para servir aos seus propósitos corruptos?

E a cada homem a sua verdade, e Deus com ela!
Caminhará para o seu destino ou os deuses terão de arrastá-la contra a sua vontade?

E então rompi a névoa, e chamei, meus pés sobre a terra e minha cabeça entre as estrelas, gritando bem alto a grande palavra do poder.

Os deuses formam os fios do tear, mas somos nós que tecemos. Então peça com sabedoria, trabalhe bem...


Fonte: Mensagens com Amor

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Frases de Marion Zimmer Bradley 1


"...As palavras ditas na raiva têm uma força maligna de voltar, quando menos as queremos."

"Parece existir uma profunda transformação na visão que os homens hoje possuem do mundo, como se uma única verdade pudesse negar outra, como se, uma vez, não sendo a verdade de uns, a outra se tornasse uma mentira."

"Não há sofrimento igual à lembrança do amor e a consciência de que ele se foi para sempre."

"Considero um pecado acreditar que Deus possa ser cruel ou vingativo."

"Talvez não exista Deus, nem qualquer dos deuses em que as pessoas acreditam. Talvez seja tudo uma grande mentira dos padres, para que possam dizer à humanidade o que fazer, o que não fazer, no que acreditar, dar ordens até mesmo ao rei."

"Lembrou-se do que Lancelote lhe dissera, em seu desespero, de que não havia deuses nem deusas, que eles eram apenas formas que a humanidade dava, aterrorizada, àquilo que não podia compreender racionalmente."

"As religiões podem aparecer e desaparecer, como os romanos sem dúvida sabiam e como os cristãos descobrirão."

"E tenho medo de que tanto Avalon quanto os cristãos estejam errados e que não haja deuses nem céu e nenhuma vida depois da morte, de modo que, eu pereça para sempre. Por isso, tenho medo de morrer antes de ter saboreado o que me cabe na vida."

"Os cristãos procuraram acabar com toda a sabedoria que não fosse a sua [...] Consideraram heresia pensar que os homens têm mais de uma vida, o que qualquer camponês sabe ser verdade."

"Que deus justo criaria homens desgraçados, ao lado de outros felizes e prósperos, se todos tivessem apenas uma vida?"

"O centro não é um lugar, mas um estado de existência. . ."

Fonte: O Pensador

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Henry Kuttner e C. L. Moore

" Recordo-me agora, através de uma vida longa e que nada teve de monótona, posso dizer sinceramente que nenhuma experiência jamais me proporcinou a mesma satisfação excitada daquela ocasião em que viajava no trem ao crepúsculo, lendo a maravilhosa novela mítica de Kuttner sobre um homem que mudou mundos."

Marion Zimmer Bradley

"O Melhor de Marion Zimmer Bradley" a respeito da novela "The Dark World".

Kuttner e Moore


Henry Kuttner (7 de Abril, 1915 - 4 de Fevereiro, 1958) nasceu em Los Angeles, California (EUA).

Catherine Lucille Moore (24 de Janeiro de 1911 - 4 de Abril de 1987) nasceu em Indianápolis, Indiana (EUA).

Catherine Lucille Moore ou C.L.Moore, é considerada uma desbravadora dentro dos gêneros Ficção Científica e Fantasia, pois através de seu trabalho, conquistou respeito dos leitores e da crítica, numa época em que nenhuma outra mulher escrevia estes gêneros. Leitora de revistas como Amazing Stories, Catherine resolveu mandar uma das suas próprias histórias (Shambleau) para a revista Weird Tales, que não só a comprou, como também propôs a Catherine, um contrato de publicação. Ao longo da década de 30, C.L.Moore passaria a ser um nome constante desta revista.

Henry Kuttner é considerado por muitos como um dos cinco maiores escritores de Ficção Científica e Fantasia da década de 40. Conseguia produzir brilhantes insights com seus personagens, valorizando o aspecto humano, sem menosprezar o aspecto tecnológico/fantástico. Seu estilo requintado levou um crítico a descrever suas histórias como 'uma espiadela em um santuário secreto através de uma janela'. Trabalhava como agente literário, antes de vender sua primeira história, "The Graveyard Rats", para a revista Weird Tales em 1936.

Neste mesmo ano, Kuttner escreveu uma carta para "o escritor C.L.Moore", declarando ser fã de seus contos, pensando se tratar de um homem. A troca de cartas entre eles, acabou levando ao casamento em 1940, e a partir daí, e ao longo dos 10 anos seguintes, Kuttner e Moore passariam a escrever em parceria. Neste período, se utilizaram de mais de 15 pseudônimos para publicar, sendo Lewis Padget e Laurence O'Donnel os mais utilizados.

Ambos fizeram parte do Lovecraft Circle (Círculo Lovecraft), um grupo de escritores fanáticos por H.P.Lovecraft e que se correspondiam através de cartas com este, e Kuttner acabaria tornando-se amigo de Lovecraft, assim como de Clark Ashton Smith, passando a contribuir frequentemente escrevendo sobre o mito Cthulhu.

Também escreviam para a televisão e peças para rádio-teatro.

Ao final da década de 50, ambos se sentindo exauridos, afastaram-se um pouco da literatura, dedicando-se a psicologia. Formaram-se na University of Southern California e a partir daí, seus escritos passaram a rarear.

Com a morte de Kuttner em 1958, vítima de um ataque do coração, Moore registraria seu nome em algumas obras solo, republicadas a partir dai, ainda escrevendo ou reescrevendo contos interrompidos e também para séries policiais e de mistério para TV.

Marion Zimmer Bradley está entre os autores que se declararam influenciados pela prosa de Kuttner, e Roger Zelazny já declarou que Dark World, de Kuttner e Moore, foi sua mais forte inspiração para escrever.

Bradbury chamava Kuttner de 'O Mestre negligenciado' e dedicou um livro a ele, assim como Richard Matheson.



quarta-feira, 30 de junho de 2010

A religiosidade de Marion Zimmer Bradley

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Marion Zimmer Bradley Bradley era uma seguidora da igreja episcopal, embora na maior parte de sua vida tenha sido fortemente identificada com o neo-paganismo, por um longo tempo. Seu romance As Brumas de Avalon continua sendo um texto neopagão importante. O trecho abaixo é do obituário de Bradley no New York Times (escrito por Myrna Oliver):
Bradley acreditava na exploração de sua própria mente, bem como, em particular na área do pensamento religioso. Ela professava um interesse ao longo da sua vida no ocultismo e no início de 1980 se descreveu como "neopagã", explicando a sua fé como aquela que "rejeita a crença cristã no domínio do homem sobre a terra." Ela disse que também acreditava em clarividência, percepção extra-sensorial e na reencarnação, e ajudou a criar um Centro sem fins lucrativos, para a religião não-tradicional em um celeiro em sua propriedade em Berkeley. O centro hospedava reuniões de grupos alternativos como Wiccanos.
Mas em 1997, Bradley disse a um entrevistador: "Eu vou apenas regularmente à igreja episcopal.... A coisa pagã, não me oponho a ela, mas eu sinto que tenho conseguido passar por ela. Gostaria que as pessoas explorassem varias possibilidades. "
Na página de agradecimentos no começo do livro A Sacerdotisa de Avalon (co-escrito por Marion Zimmer Bradley e Diana L. Paxson, New York: Viking, 2001), Paxson escreveu: "Marion Zimmer Bradley e eu começamos a trabalhar em conjunto, ja haviamos trabalhado juntas antes, mas ficou-me a concluí-lo .No final de sua vida Marion participou de uma igreja cristã, e ainda assim ela era a minha primeira grande sacerdotisa nos mistérios antigos. Ao contar a história de Helena, que também andou entre os mundos cristão e pagão, tentei manter-se fiel aos ensinamentos de Marion. "

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Aniversário da Marion!

Marion Zimmer Bradley

Nascida em 3 de Junho de 1930, em Albany, no estado de Nova Iorque. Se estivesse viva atualmente teria 80 anos. Ela começou a escrever na adolescência, tendo fundado uma revista para amadores de ficção científica aos dezassete anos de idade. Em 1949, ano em que casou com Robert Alden Bradley, apresentou uma história ao concurso mantido pela revista de ficção científica Fantastic/Amazing Stories, pelo que realizou a sua primeira venda. Em 1952 começou a escrever profissionalmente para várias revistas, como a Vortex Science Fiction e, a partir de 1958, obteve um certo reconhecimento, ao publicar o primeiro romance da série Darkover, intitulado "Os Salvadores do Planeta" (1958). A série, que viria a totalizar vinte e um volumes, quase todos da autoria de Marion Zimmer Bradley, contava a história de um planeta descoberto nos finais do século XXI e colonizado pela Terra. Em 1964 obteve o seu diploma pela Universidade de Hardin-Simmons, em Abilene, no estado do Texas, fazendo depois estudos de pós-graduação na Universidade da Califórnia, em Berkeley, de 1965 a 1967. Reorientou-se da ficção científica para o género da fantasia, publicando, entre outras obras, "A Casa da floresta" e "A Senhora de Avalon", que procurou cunhar com pequenos toques de feminismo. Em 1983 publicou a sua obra mais conhecida, "The Mists Of Avalon" (As Brumas de Avalon), uma recriação das lendas arturianas vistas sob a perspectiva dos seus arquétipos femininos, como Viviane, Gwynyfar, Morgaine e Igraine. Um enorme sucesso, a obra manteve-se no topo da lista de vendas do jornal Times durante quatro meses. Em 1987 publicou "The Firebrand"( O Incêndio de Troia), em que recontava a história da Guerra de Tróia sob a perspectiva da deusa Cassandra, que Marion Zimmer Bradley nomeou de Kassandra. Editou também algumas revistas, incluindo a sua própria Marion Zimmer Bradley's Fantasy Magazine, que havia começado em 1988, e uma antologia anual, "Sword and Sorceress". Faleceu quatro dias após ter sido vítima de um ataque cardíaco, em Berkeley, a 25 de Setembro de 1999.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Biografia

Clique na imagem para visitar o site oficial da autora

Nasceu em Albany, capital do estado de Nova Iorque, em junho de 1930. No auge da grande depressão econômica, seus pais eram muito pobres, impossibilitados, portanto, de oferecer-lhe uma educação esmerada. Teve que começar a trabalhar muito cedo, chegando a ser garçonete e faxineira. Ao completar dezesseis anos, ganhou uma máquina de escrever da mãe.
Marion com o presente oferecido pela mãe começou a escrever histórias. No início, para sobreviver, sujeitou-se a produzir uma série de romances sensacionalistas. Nos anos cinquenta, era aquilo a que se chama uma “escritora de sucesso fácil”, vendia histórias de sexo e de mistério a revistas de grande tiragem, para sustentar marido e filhos. Por essa altura juntou-se a um grupo de activistas lésbicas denominado Daugters of Bilitis, considerada a primeira organização de direitos lésbicos dos Estados Unidos. Na década seguinte, dedicou-se à produção de romances góticos para poder tirar um curso universitário.
As suas histórias de ficção científica do ciclo Darkover ( um planeta onde os seres humanos, ao contacto com os alienígenas, adquirem poderes extrapsíquicos) continuam a ter numerosos admiradores. Com As Brumas de Avalon, e a sua permanência de três meses na lista dos “bestesellers” do New York Times, Marion tornou-se uma escritora de prestígio e uma das mais lidas no mundo inteiro .
Prosseguiu na mesma senda com Presságio de Fogo (1987) (lançado no Brasil com o título de "Incêndio de Tróia"), onde reescreve a guerra de Tróia de uma perspectiva feminista. Regressa ao universo mítico da Bretanha druídica, desta vez, em confronto com o Império Romano com A Casa da Floresta (1983).
Em 1985, Marion Bradley lançou um novo livro, especialmente destinado ao público infantil. Muitos, no entanto, consideraram o livro uma obra adulta, e possivelmente imprópria para crianças: "A filha da Noite", baseado na ópera "A flauta mágica", de Mozart. Deixou mais de meia centena de livros.
Entre seus livros mais famosos estão As Brumas de Avalon, Presságio de Fogo/Incêndio de Tróia, A Casa da Floresta e a série Darkover.
Marion Zimmer Bradley foi casada duas vezes e teve dois filhos. Morava em Berkeley, na Califórnia.
Muito de sua notoriedade também se deve ao apoio que deu à comunidade de ficção científica americana.
Faleceu em 1999, aos 69 anos de idade e no auge de sua fama com mais de uma centena de livros publicados, muitos infelizmente, ainda não traduzidos no Brasil. Também deixou varios manuscritos de futuros livros inacabados.
Desde então, alguns autores amigos dela em parceria com os filhos de Marion. Estão acabando de escrever estas obras incacabadas. Dando continuidade no universo da autora ainda hoje.

Fonte: Wikipédia